Homem não é tudo igual. Afinal, uns comem petiscos e outros aperitivos.
Solteira e com 30 anos. Jornalista de uma revista em crescimento (pelo menos assim define minha chefe há anos), plantei uma árvore que morreu, mas a intenção serve? Tento escrever um livro e nada de filhos. Claro, alguns ex-namorados se comportavam como tais, mas... Aqui escrevo sobre minha vida na crise dos 30. Se seu mundinho também lhe prega boas peças, junte-se a mim. Só não traga chocolate. Sou muito educada, acabaria aceitando seu presente e a balança...bem, ela não perdoa! Prazer, Malu.
quinta-feira, 5 de maio de 2011
domingo, 17 de abril de 2011
quarta-feira, 13 de abril de 2011
Dieta, a vilã
O pão já desmiolou, o café virou banana, o chocolate fugiu e deixou a cenoura em seu lugar. O prazer, aquele ingrato, abandonou o posto cedendo lugar à fome e nem vou falar das salivadas incontroláveis rumo à pizza. Tudo mudado, doído e sacrificado e cadê o efeito nas gordurinhas? Dieta, eu lhe odeio!!!
domingo, 3 de abril de 2011
Pílulas de Malu no Facebook
Adeptos do facebook, o Prazer Malu já encontra-se por lá.
Basta, em aplicações (Phrases), clicar em "Pílula do dia seguinte".
A cada clique, uma pílula sem dosagem para você!
http://apps.facebook.com/myphrases/index.php
quarta-feira, 16 de março de 2011
Alguém, alguém, alguém pode me responder porquê a gente paga tão caro para sofrer feito uma porca suando na academia? Tá, tá, não me venham com “faz bem à saúde”, “seu popô fica firminho”, “os caras olham mais para você” porque já sei disso tudo e com a raiva que tô daqueles aparelhos medonhos que mais parecem máquinas de tortura chinesas, nenhuma justificativa será suficiente para acalmar minhas pernas latejantes, meu braços dormentes e meu pulmão que acabou de bater a porta na minha cara.
Depois de um dia estressante de trabalho ouvindo a doce voz da chefe buzinando no meu ouvido, enfrento um trânsito bem legalzinho de uns mil quilômetros (me permitam o exagero, eu mereço nessas horas) enquanto meu rádio, minha única companhia nos momentos de abandono da sanidade, pifa. Se o cenário lembrava novela das nove, Zé do Caixão que me esperasse. Olhinho no relógio me rememora que ainda tenho a academia pela frente. Pior que visitar sogra, muito pior que lavar a cozinha inteira ou cuidar do filho candidato a Bin Laden da vizinha é lembrar que a academia lhe espera. Por que há consciência em meu ser, por que?
Quando se é mais jovem burla-se o sistema dos pais e foge-se sem dó nem piedade das sessões de aula de reforço, esportes forçados e afins. Mas e quando se é adulto e aquele prejuízo sai do seu próprio bolso? O jeito é dar mão à palmatória e ir à luta.
Embora a consciência ajude no caminho, a certeza de que passar uma hora naquele quadrado, correndo feito uma doida sem sair do lugar, suando como um boi (se não sua é porque ele não faz academia!) e levantando peso – após carregar o mundo nas costas, ela não é suficiente para sair de lá pensando que meu masoquismo realmente não tem limite. Isso tudo aguentando a trilha sonora do Uh, Uh, Uh, dos colegas homens que parecem estar levantando mil quilos naquele pesinho de 5kg enquanto se olham no espelho a cada movimento. Ah, nem.
Que meu popô pareça uma gelatina, que minha saúde seja duvidosa, que os homens não me olhem nem pintada de ouro, amanhã minha consciência que vá sozinha para aquele antro, porque eu? Tô fora!
quarta-feira, 2 de março de 2011
O amor pelo olhar do outro
Parada no parque, me deliciando às escondidas (fugia da balança de casa com seus olhos de ironia) com um pote de sorvete de chocolate, notei outro dia um casal de idosos, no alto de seus 80 anos. Parados frente a frente em um café, sorriam e contemplavam-se como se houvessem se conhecido há pouco. Pareciam ignorar a aliança que os marcavam há anos e que poderia supor a ambos que não houvesse mais nada a ser descoberto um para o outro.
Enquanto falavam com os olhos, sorriam com todo o corpo como a se entregarem somente àquele instante, àquele momento de doçura e admiração. Olhavam-se diretamente e porque olhavam-se tudo parecia completo, num êxtase de amor, respeito e união. Pausavam apenas para que o tato de suas mãos aproximassem ainda mais seus corações.
Enquanto falavam com os olhos, sorriam com todo o corpo como a se entregarem somente àquele instante, àquele momento de doçura e admiração. Olhavam-se diretamente e porque olhavam-se tudo parecia completo, num êxtase de amor, respeito e união. Pausavam apenas para que o tato de suas mãos aproximassem ainda mais seus corações.
Os cinco minutos que se seguiram demonstraram a capacidade de lermos o outro e de sermos lidos por inteiro. Não um mero capítulo, não somente um prefácio de nós mesmos, mas a degustação de cada palavra, cada pontuação, cada frase que nos constrói. Naquele instante dediquei meu livro ainda manchado de chocolate e com páginas em branco àquele casal que me fez esperar por quem me leia um dia, sem lupas, sem luvas e que chore, sorria, lute comigo a cada dia.
quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011
O Bonecão do posto
E se a questão não for por que o meu par prefeito não aparece, mas sim por que preciso tanto dele? Por mais que tenhamos necessidades de nos relacionar - e acho que isso tem a ver com o fato de ganharmos presentes, mas tudo bem- , por que essa ânsia de ter que achar o cara ou a cara certa ao invés de relaxarmos e esperarmos (agindo normalmente e não como o Bonecão do Posto chamando atenção por onde passamos)?
Sossega a jurubeba, se tiver que ser será, se não for, atraque-se com uma caixa de chocolates e vá ser feliz, ora pois.
Sossega a jurubeba, se tiver que ser será, se não for, atraque-se com uma caixa de chocolates e vá ser feliz, ora pois.
terça-feira, 1 de fevereiro de 2011
Se ex fosse bom, mofo seria vendido em supermercado
Encontrei Ricardo outro dia no metrô. Em meio a um sujeito de 2 metros de altura em que meu queixo parecia se entrosar com seu umbigo e outro com um casaco que mais parecia uma família de gambás em dia de festa, lá estava ele de costas para mim. Na hora reconheci aquele cabelo mal cortado (sim, ele próprio cortava o cabelo para poupar dinheiro) e como Murphy é meu amigo de infância (acho que já nos conhecemos dividindo o berçário), o senhor dos gambás fez o favor de me jogar para escanteio e nas costas de Ricardo.
Na hora do encontrão me veio a lembrança do namoro de um ano. No turbilhão de sensações daquele instante só me vieram lembranças cômicas ou vagas. Nada de mais, nada de muito bom, apenas algo que passou e não deixou grandes rastros, só poeiras. Essas eu tratei de sacudir. Dei-lhe um oi sem vontade (deveria tê-la?) enquanto ele sorriu de orelha a orelha pelo reencontro. Pelo visto tivemos reações nítidas de objetivos distintos. Eu, querendo me sair da situação e ele, contente pela novidade.
Mais careca, com olheiras, sacolas de fralda na mão e uma sujeira que espero que seja de guaca mole no casaco ele quis iniciar uma conversa, mas os solavancos e a proximidade de sua parada impediram. No momento senti uma dose de pena, mas essa logo virou alívio. Pelo futuro que teríamos, sem graça, sem tempero, caído na rotina dos dias comuns (sim, assim ele era, assim ele continuou com seu mesmo olhar vago, palavras prontas e falta de tato).
No instante em que se distanciava percebi: É, minha morte não será por arrependimento.
Mais careca, com olheiras, sacolas de fralda na mão e uma sujeira que espero que seja de guaca mole no casaco ele quis iniciar uma conversa, mas os solavancos e a proximidade de sua parada impediram. No momento senti uma dose de pena, mas essa logo virou alívio. Pelo futuro que teríamos, sem graça, sem tempero, caído na rotina dos dias comuns (sim, assim ele era, assim ele continuou com seu mesmo olhar vago, palavras prontas e falta de tato).
No instante em que se distanciava percebi: É, minha morte não será por arrependimento.
quinta-feira, 27 de janeiro de 2011
João era um cara legal
João era um cara legal. Nada de mal, nada de mal. Mas tinha um problema bem grandão, era para lá de sem noção. Presente ele nunca estava o que o fazia um sem sal. Dia após dia esquecia de mim o que me deixava anormal. No fim das contas, mandei catar coquinho e que ficasse no fim da fila, afinal. Um animal irracional!
quarta-feira, 19 de janeiro de 2011
domingo, 16 de janeiro de 2011
Pelada por pelada...
Não que eu duvide que um dia eles poderão ser classificados como esporte. Também não duvido que algumas pessoas possam gostar disso. Assim como não duvido que um dia entrem para as Olimpíadas! Não, não duvido! Mas defendo meu ponto de vista até a morte de um relacionamento: não suporto joguinhos numa relação!
Pergunto, quem em sã consciência acredita que jogos possam apimentar, melhorar ou deixar positivo (ou pelo menos em um sinal de igual) um relacionamento? Pelada por pelada, é melhor a escolha das roupas do que das jogadas do "sim", "não", "talvez", "gosto (mas quero dizer que não)", "não gosto (mas quero dizer que sim) "de um casal. Tenha santa paciência. Prefiro assistir um jogo do Tupinambá contra o Virgulino da esquerda do que aturar um joguinho desses.
Ou é sol demais na moleira ou siribolo no bucho! As pessoas não ligam porque acham que assim mostram interesse demais. Ligam porque querem passar uma impressão boa para si mesmo. Choram para se mostrarem sensíveis, mas mais parecem rochas cabeludas na real ou não choram para nos sentirmos seguras ao lado deles, enquanto um romance na solidão o faz se debulhar em lágrimas.
quarta-feira, 12 de janeiro de 2011
Como terminar um namoro
De certa forma acho que é assim que a gente vai aprendendo a amar...com o tempo aprendemos a dar mais valor, olhar mais para coisas que realmente importam, de tanto que já brigamos por causa da frigideira...
segunda-feira, 10 de janeiro de 2011
sexta-feira, 7 de janeiro de 2011
segunda-feira, 3 de janeiro de 2011
Quando vocês vão casar?
Festa de fim de ano em família sempre nos rende lembranças eternas - pena que nem sempre positivas (e me refiro também a vexames com tios bêbados e vômitos de bebês).
No auge da festa (leia-se após o fiasco do amigo oculto em que ganho uma calcinha tamanho GG, bege), entra em cena minha querida prima no alto de seus três anos de namoro com seu incrível namorado (sim, é assim que os chamam e não sintam aqui uma mera ponta de inveja, ok?).
Todos em volta da mesa indagam o casal a respeito de quando será o casório. Disse casal? Erro meu: todos em volta da mesa indagam ao Sr. incrível a respeito de quando será o casório. Uma perguntinha, com quem o homem soberano que decide pelo casal casará? Porque pelo visto será com seu próprio ego inflado ao responder sorridente: não sei, estou pensando. Enquanto todos se consolam com sua resposta ou olham com olhar de piedade para a prima querida (tadinha, pensam, ela deve ter algum problema para ele demorar tanto a decidir, talvez um defeito no siso, quem sabe). Sim, penso, ela tem um grande problema não se impondo diante da vida. Enquanto isso, ela fica com seu sorriso contido no aguardo da resposta.
Me perdi no tempo ou realmente ninguém nunca explicou porque o casamento é decidido pelo homem, porque ele quem responde como se estivesse decidindo a vida pelos dois, enquanto a donzela indefesa apenas espera o dia em que ele bem entende para saber como será sua vida dali em diante?
Talvez eu tenha piscado o olho na hora errada, mas juro que vi um olhar de tristeza no alto daquele 1.80 de charme e ansiedade.
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