sexta-feira, 27 de janeiro de 2012

Queridos e queridas, Pílulas de Malu está de volta, só que agora mais moderna e antenada (ou objetiva mesmo) em uma página do facebook: www.facebook.com/balzaquianas !

Curta e divirta-se com as pérolas das mulheres de 30 acima (lindas, belas, sofridas, mas sempre no salto)
beijos,

quinta-feira, 5 de maio de 2011

quarta-feira, 13 de abril de 2011

Dieta, a vilã

O pão já desmiolou, o café virou banana, o chocolate fugiu e deixou a cenoura em seu lugar. O prazer, aquele ingrato, abandonou o posto cedendo lugar à fome e nem vou falar das salivadas incontroláveis rumo à pizza. Tudo mudado, doído e sacrificado e cadê o efeito nas gordurinhas? Dieta, eu lhe odeio!!!

domingo, 3 de abril de 2011

Pílulas de Malu no Facebook


Adeptos do facebook, o Prazer Malu já encontra-se por lá.
Basta, em aplicações (Phrases), clicar em "Pílula do dia seguinte". 
A cada clique, uma pílula sem dosagem para você!

http://apps.facebook.com/myphrases/index.php

quarta-feira, 16 de março de 2011

Alguém, alguém, alguém pode me responder porquê a gente paga tão caro para sofrer feito uma porca suando na academia? Tá, tá, não me venham com “faz bem à saúde”, “seu popô fica firminho”, “os caras olham mais para você” porque já sei disso tudo e com a raiva que tô daqueles aparelhos medonhos que mais parecem máquinas de tortura chinesas, nenhuma justificativa será suficiente para acalmar minhas pernas latejantes, meu braços dormentes e meu pulmão que acabou de bater a porta na minha cara. 
Depois de um dia estressante de trabalho ouvindo a doce voz da chefe buzinando no meu ouvido, enfrento um trânsito bem legalzinho de uns mil quilômetros (me permitam o exagero, eu mereço nessas horas) enquanto meu rádio, minha única companhia nos momentos de abandono da sanidade, pifa. Se o cenário lembrava novela das nove, Zé do Caixão que me esperasse. Olhinho no relógio me rememora que ainda tenho a academia pela frente. Pior que visitar sogra, muito pior que lavar a cozinha inteira ou cuidar do filho candidato a Bin Laden da vizinha é lembrar que a academia lhe espera. Por que há consciência em meu ser, por que?
Quando se é mais jovem burla-se o sistema dos pais e foge-se sem dó nem piedade das sessões de aula de reforço, esportes forçados e afins. Mas e quando se é adulto e aquele prejuízo sai do seu próprio bolso? O jeito é dar mão à palmatória e ir à luta. 
Embora a consciência ajude no caminho, a certeza de que passar uma hora naquele quadrado, correndo feito uma doida sem sair do lugar, suando como um boi (se não sua é porque ele não faz academia!) e levantando peso – após carregar o mundo nas costas, ela não é suficiente para sair de lá pensando que meu masoquismo realmente não tem limite. Isso tudo aguentando a trilha sonora do Uh, Uh, Uh, dos colegas homens que parecem estar levantando mil quilos naquele pesinho de 5kg enquanto se olham no espelho a cada movimento. Ah, nem.
Que meu popô pareça uma gelatina, que minha saúde seja duvidosa, que os homens não me olhem nem pintada de ouro, amanhã minha consciência que vá sozinha para aquele antro, porque eu? Tô fora!

quarta-feira, 2 de março de 2011

O amor pelo olhar do outro



Parada no parque, me deliciando às escondidas (fugia da balança de casa com seus olhos de ironia) com um pote de sorvete de chocolate, notei outro dia um casal de idosos, no alto de seus 80 anos. Parados frente a frente em um café, sorriam e contemplavam-se como se houvessem se conhecido há pouco. Pareciam ignorar a aliança que os marcavam há anos e que poderia supor a ambos que não houvesse mais nada a ser descoberto um para o outro. 
Enquanto falavam com os olhos, sorriam com todo o corpo como a se entregarem somente àquele instante, àquele momento de doçura e admiração. Olhavam-se diretamente e porque olhavam-se tudo parecia completo, num êxtase de amor, respeito e união. Pausavam apenas para que o tato de suas mãos aproximassem ainda mais seus corações.
Os cinco minutos que se seguiram demonstraram a capacidade de lermos o outro e de sermos lidos por inteiro. Não um mero capítulo, não somente um prefácio de nós mesmos, mas a degustação de cada palavra, cada pontuação, cada frase que nos constrói. Naquele instante dediquei meu livro ainda manchado de chocolate e com páginas em branco àquele casal que me fez esperar por quem me leia um dia, sem lupas, sem luvas e que chore, sorria, lute comigo a cada dia.