terça-feira, 30 de novembro de 2010

Mais vale um calo no pé do que um homem voando

Minha mãe sempre dizia: ande sempre arrumada, você nunca sabe quando encontrará o amor da sua vida. É, devia escutar mais minha mãe. A todos agora digo, nunca andem de moletom! Por mais que seja confortável e pegue um vento agradável, não usem fora de casa. O mesmo digo para tênis que perdeu a validade. Juntar os dois, então, jamais! Pois é, por que não pensei nisso antes?

Era uma tarde qualquer, dessas que vem e vão sem a gente olhar para o calendário. Andava mais uma vez em busca da comida para o esformeado e fresco Phil (por que meu peixe não poderia se contentar com um paladar normal?). Mais parecia um mendigo pedindo de esmola as comidinhas para animais. Mas quem afinal me encontraria naquela hora, naquele lugar? É, se erro matasse, já estaria na vala (e vestida perfeitamente para isso).

Juro que vi holofotes e anjos cantando quando ele entrou na loja. Era a segunda vez que o via ali e como ele era lindo! Eu, por outro lado, comecei a me deparar com a situação em que estava com meu moletom cinza (ou seria azul?, talvez preto) velhinho e meus tênis puro barro. O que fazer? finalmente falar com ele, me apresentar como a doida esmolê que o achou bonito ou me recolher? É, a última alternativa me levou à porta e dela para casa. Lá ficou o bonitão mais uma vez e junto dele minha chance de um romance.

Moletom, nunca mais! Antes andar com calos no salto alto e varizes pequenas nas pernas do que a combinação afasta marido!

Ah se ouvisse minha mãe...

quinta-feira, 25 de novembro de 2010

Qual é a sua palavra?

A impressão é que quanto mais envelhecemos, mas nos envolvemos com coisas antes  ditas banais. Agora pareço uma esponja absorvendo tudo por onde passo. Se uma pessoa chora ao meu lado, lá estou eu enxugando minhas lágrimas (e isso vale para estranhos também). Se alguém sorri por uma idiotice que seja, lá está meu rosto modificado. Será que com a idade a sensibilidade vai aumentando?

Escutar Damien Rice e não chorar ou ver romances e não me envolver é sair do meu eu. Àqueles que são como eu digo logo cuidado, porque o estômago é fraco! Evitem ao máximo romances – digo por experiência – pois além de nos aproximarem de uma ilusão em relação a contos de fadas e príncipes encantados, nos faz gastar mais lenços (já viu como estão caros?) e remédios para dor de cabeça. Mas se não resistem,  o façam sem medo.

Sabe como é mulher quando descobre um filme novo? Divulga até para o porquinho da índia. Pois bem, fui a sorteada para a indicação de “Comer, rezar e amar”. Como a expectativa era grande em virtude do roteiro (paralelo, diga-se de passagem, e surreal descrito pela afobada amiga), fiquei um pouco decepcionada.

Mas como diria minha avó, de tudo se tira um proveito (ela se referia na época a visitar pessoas para afanar comida, mas tudo bem). E no meio do filme, uma frase me tocou: qual a sua palavra? Qual a minha palavra...O que o define, o que o movimenta, para o que você vive? Faz uma semana que vi o bendito filme, mas ainda não descobri. Passei pelas plavras fome, dieta, amor, paixão, alergia, medo até chegar na da vez: procura! Sempre em busca de algo, de mim mesma, de uma resposta. Se é essa a minha palavra, não sei, mas que adorei o propósito de encontrá-la, sem dúvida alguma. Qual seria a sua palavra?

sexta-feira, 19 de novembro de 2010

O monstro da Farmácia

Tudo em volta silenciava. Era chegada a hora da verdade. De um lado, eu. Do outro, a balança. Um mês depois de iniciada a nova dieta, foi a hora de colher os louros da vitória. Fechar a boca contra doces, churrasco e pães não foi fácil, mas persisti até o fim para ter de volta meu corpinho de 20 anos. Tanto sacrifício, tantas tentações superadas, mas seria tudo recompensado naquele instante.

Naquela hora nem mesmo as madrugadas em frente à esteira, as veias quebradas e os braços sem ação (já tentou beber água depois de fazer flexão por 30 minutos?) me perturbavam mais, tudo era festa diante daquele objeto diante de mim!

Ali, frente a frente, o mundo parecia aguardar a pesagem, e para não decepcioná-los, subi em direção à lona. Ao abrir os olhos a poesia foi deixada de lado, assim como os meus bons modos e toda a educação que meus pais haviam me dado. 

Com 1kg a mais, despejei contra aquele monstro à minha frente todo meu vocabulário – e não foi o que aprendi na escola. O que se viu dali era proibido para menores idade ou magras em forma que jamais compreenderiam a luta de uma mulher de 30 anos contra seu rebelde corpo. Abaixo a balança!

domingo, 14 de novembro de 2010

Se quiser um filho, adoto muito feliz

Quando tiver filhos, com muito gosto terei o prazer de cortar suas unhas, escolher suas roupas e decidir o que querem comer, pelo menos até terem idade de escolher por si só. Mas eu disse filhos!! 

Ainda não compreendo porque os homens procuram as mulheres achando que ganharão uma mãe.  Não quero um namorado ou marido que tenha as mesmas necessidades de uma criança,. Mas Roberto não entendia meu português - muito menos o femininês.

Meu ex semrpe foi muito dependente. Tudo eu devia lembrar, dar conta, zelar. Ora, paciência tem limite e pavio muitas vezes curto. Terminamos, entre outros motivos, porque ele não dava conta nem de sua vida, que dirá de uma vida juntos. E tinha razão ao apontar um certo trauma materno, tanto foi que hoje o encontro de volta à casa de sua mãe (reforço aqui o termo ex-sogra muito válido também)

Cuidar de alguém é dever! Tratar bem é uma lei. Mas abusar de uma namorada jogando em suas costas todas as responsabilidades é falta de verniz na cara (óleo de peroba é uma boa opção e muito mais barata!)

terça-feira, 9 de novembro de 2010

Ex-namorado: esse nome não é à toa


Para mim a palavra ex define tudo. Um ex-emprego não é sequer lembrado. Um ex-bairro, idem. E o mesmo se diz de um ex-sapato. Pois é, não seria diferente com um ex-namorado. Para mim a palavra nem precisaria de um hífen. A deixaria largada assim, sem amparo. Afinal, para que sustentar quem não me serviu de apoio?
Não sou radical, muitos até me chamam de doçura e fofinha (esse último suspeito que pelos quilos a mais, mas vá lá), sou apenas uma ex-sonhadora-romântica-que-acreditava-em-príncipe-encantado. O que saiu desse trauma que ainda não pode ser chamado de ex, foi um sapo cururu que perde cabelo em grande velocidade e engorda a passos largos.

É fato que pelo menos com eles aprendi que mais vale dois pássaros voando que um sapo na mão. Tão bonito vê-los lá longe, no horizonte, clamando por comida de estranhos e atenção. Eu que nunca fui muito chegada a brejos fico aqui com meu saco de milho esperando quem sabe um galo para meu terreno.

sábado, 6 de novembro de 2010

E o tempo levou...

    Saber que não há opção de roupa por não a termos em nosso armário até que vai, mas ter a certeza de que a que as que temos não nos servem, aí é para chorar!
    Saía apressada para a reunião de trabalho – mais uma vez entro para o Guiness – na pressa, vesti a única calça social que vi ao alcance da mão. Nunca mais, lembre-se, nunca mais faça isso. Melhor perder 5 minutos em busca de algo que me sirva do que um dia inteiro tentando andar como miss para que não descubram um rasgo do tamanho da Amazônia na coxa direita da calça.
    A causa posso jogar nos meus 3kg a mais conseguidos sem muito custo dos 28 aos 30 anos. Perder é para os fracos, dizem por aí. Só esqueceram que tudo depende do que vem depois do verbo!
    Perder peso é sim um esporte que deveria ser reconhecido internacionalmente. A força e o treino necessários são dignos de uma maratona! Tudo bem que eu não seria uma atleta profissional, mas pelo menos ganhar uma medalha de participação eu ganharia!

terça-feira, 2 de novembro de 2010

Algodão é doce, mas não é mole não

Ao chegar aos 30 anos a maioria dos convites resume-se a saídas com casais amigos ou festas - dos filhinhos dos casais amigos. Se você pensa que a pressão de ter que segurar uma vela de sétimo dia a cada encontro com número ímpar de pessoas é grande, imagine chegar desacompanhada em uma festa em que já existam frutos dessas bem-sucedidas relações?

Dos pais aos avós passando pelas próprias crianças e até os palhaços animadores das festas (esses com suspiros aliviados) perguntam onde estão meus filhos. - Estão na Europa em viagem de estudo com o pai, respondi certa vez. Acho que meu tom de voz não deve ter sido ironico o suficiente, pois não é que teve quem me perguntasse como estava o clima por lá? Frio, muito frio!!

A vontade de responder: é da sua conta? é grande, mas mamãe me deu educação demais e me abstenho. Mas a vontade...

E nem cito a quantidade de rostos que misturam surpresa e pena dos que me questionam porque ainda não casei (posso dar a mesma resposta dos filhos?). O jeito é me atracar com algodão doce e balinhas coloridas que me fazem lembrar porque mais uma vez aceitei esse ingrato convite....