Festa de fim de ano em família sempre nos rende lembranças eternas - pena que nem sempre positivas (e me refiro também a vexames com tios bêbados e vômitos de bebês).
No auge da festa (leia-se após o fiasco do amigo oculto em que ganho uma calcinha tamanho GG, bege), entra em cena minha querida prima no alto de seus três anos de namoro com seu incrível namorado (sim, é assim que os chamam e não sintam aqui uma mera ponta de inveja, ok?).
Todos em volta da mesa indagam o casal a respeito de quando será o casório. Disse casal? Erro meu: todos em volta da mesa indagam ao Sr. incrível a respeito de quando será o casório. Uma perguntinha, com quem o homem soberano que decide pelo casal casará? Porque pelo visto será com seu próprio ego inflado ao responder sorridente: não sei, estou pensando. Enquanto todos se consolam com sua resposta ou olham com olhar de piedade para a prima querida (tadinha, pensam, ela deve ter algum problema para ele demorar tanto a decidir, talvez um defeito no siso, quem sabe). Sim, penso, ela tem um grande problema não se impondo diante da vida. Enquanto isso, ela fica com seu sorriso contido no aguardo da resposta.
Me perdi no tempo ou realmente ninguém nunca explicou porque o casamento é decidido pelo homem, porque ele quem responde como se estivesse decidindo a vida pelos dois, enquanto a donzela indefesa apenas espera o dia em que ele bem entende para saber como será sua vida dali em diante?
Talvez eu tenha piscado o olho na hora errada, mas juro que vi um olhar de tristeza no alto daquele 1.80 de charme e ansiedade.
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