terça-feira, 9 de novembro de 2010

Ex-namorado: esse nome não é à toa


Para mim a palavra ex define tudo. Um ex-emprego não é sequer lembrado. Um ex-bairro, idem. E o mesmo se diz de um ex-sapato. Pois é, não seria diferente com um ex-namorado. Para mim a palavra nem precisaria de um hífen. A deixaria largada assim, sem amparo. Afinal, para que sustentar quem não me serviu de apoio?
Não sou radical, muitos até me chamam de doçura e fofinha (esse último suspeito que pelos quilos a mais, mas vá lá), sou apenas uma ex-sonhadora-romântica-que-acreditava-em-príncipe-encantado. O que saiu desse trauma que ainda não pode ser chamado de ex, foi um sapo cururu que perde cabelo em grande velocidade e engorda a passos largos.

É fato que pelo menos com eles aprendi que mais vale dois pássaros voando que um sapo na mão. Tão bonito vê-los lá longe, no horizonte, clamando por comida de estranhos e atenção. Eu que nunca fui muito chegada a brejos fico aqui com meu saco de milho esperando quem sabe um galo para meu terreno.

3 comentários:

  1. Amigaaaaaaaaaaaa, adorei, precisava que meu ex visse isso e se tocasse que ex não é nem amigo, ele insiste em se autodenominar como tal... Já fui até explícita com ele, mas nem assim o cara se toca ou lhe cai a ficha, pior do que ex é um muito burro.

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